domingo, 9 de novembro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

GÖTEBORG HALVMARATHON - 11 de Outubro de 2014

Esta era a minha estreia internacional em provas de corrida e logo numa meia maratona! A zona da partida situava-se dentro do estádio Slottsskogsvallen, numa bela pista de tartan. Para além da Meia Maratona também havia a dose completa, a Maratona. A partida da Maratona foi dada às 11h00 em ponto, dez segundos antes, todas as pessoas (incluindo os atletas) começaram a bater palmas até à hora exacta da partida. 


video

Partida da Maratona.



A partida da minha prova foi dada às 11h30, estando uma temperatura excelente para a prática da corrida. Após deixar as minhas coisas com a organização efectuei um bom aquecimento, tendo em conta a temperatura fresca que estava. Perto da hora da partida desloquei para a linha da partida e esperei pelo tiro de partida. Mais uma vez todos bateram palmas 10 segundos antes da partida. Penso ser prática corrente na Suécia como forma de desejar boa sorte. Os primeiros metros foram feitos na pista de tartan seguidos de cerca de 100m em terra batida. 





O 1 km foi o quilómetro mais rápido de toda a prova e feito em 4m26s. Iniciei a prova com um ritmo muito forte devido a não competir há algum tempo (principalmente em meias maratonas, a última foi em Março) e os primeiros 5 km eram com um perfil ligeiramente descendente. Os tempos até ao 5 km foram variando entre os 4m26s e os 4m34s. Houve algumas pessoas a bater palmas nesta parte do percurso. O primeiro abastecimento surgiu ao 4km, mas já tinha decidido que não iria abastecer por ser muito cedo e estar um dia fresco. Entre o 5km e o 8km onde foi o segundo abastecimento, acabei por baixar o ritmo para um ritmo mais confortável, abaixo dos 4m45s. Ao 10 km registei um bom tempo de 46m00s. A paisagem que até ao 6km era monótona, com vista para zonas residenciais dum lado e do outro lado uma autoestrada, mudou para uma zona mais aprazível ao longo de uma baía com barcos e com pequenos ilhéus de rocha. Passámos inclusivé ao lado de um campo de golfe, por volta do 9 km. O retorno foi efectuado aproximadamente ao 10.75km, neste período comecei a ultrapassar alguns atletas mais lentos da maratona que tinha partido meia hora antes. Por volta do 12km comecei a sentir a "dor de burro", pensei que fosse uma dor passageira e ignorei-a. No terceiro abastecimento abrandei bastante para puder beber água, a bebida isotónica e comer uma marmelada que levava comingo, daí ter feito o 13km em 4m53s. À medida que os km foram passando fui sentido mais cada vez mais a "dor de burro", para  a alivar tentei pressionar a zona onde me doía e respirar um pouco melhor. No quarto e último abastecimento, ao 17 km, comi outra marmelada e abasteci novamente com água e a bebida isotónica. A partir do 17 km e até ao final fui fazendo os km em dificuldades com a "dor de burro" completamente instalada e o cansaço a fazer sentir-se nas pernas. O ritmo de corrida, pois claro foi decaindo com tempos a acima dos 5m/km. Para complicar ainda mais a parte final era ligeiramente a subir. Quando entro na parte da terra batida olhei para trás para saber se trazia alguém a trás e reparei que trazia uma senhora atrás de mim. Com receio de ser ultrapassado, acelero, já na pista de tartan aproveitando para cortar a linha de meta abaixo de 1h42m, terminando com um tempo oficial de 1h41m50s. Terminei classificado em 169º em 308 atletas masculinos que terminaram a prova. No final havia uma belo repasto para repor as energias




Havia também, para além da água, bebida isotónica, chá, café e uma bela sande de queijo.  
















quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Banff Film Festival World Tour 2014

Como agora as corridas estão mais paradas e como diz o meu amigo João Campos "porque a vida não é só corrida" tive oportunidade de assistir a um festival de filmes de montanha, em Gotemburgo na Suécia. O bilhete foi comprado no dia anterior por 150 sek (cerca de 16€)






O festival decorreu no cinema Draken (Dragão no nosso português) com um ecrã de 20 metros de largura (o maior da Suécia) e com 713 lugares sentados. Pelo que me deu a entender, o cinema estava cheio. Quando cheguei ao cinema havia vários expositores que estavam promover os seus produtos. Facilmente arranjei uma cadeira e às 19h começou o festival de filmes propriamente dito. Após um breve trailer apareceu o Pelle Aronsson um elemento pertencente à PathFinderTravels, uma agência de viagens sueca ligada às actvidades de montanha. Certamente deu a boas vindas e referiu que no final iria ser sorteado um conjunto de prémios entre as pessoas presentes. Ele antes de cada filme aparecia no palco para fazer uma breve introdução sobre cada filme que iríamos visionar. 

NORTH OF THE SUN (NORDFOR SOLA)

Grand Prize Winner – sponsored by MEC

People's Choice Award – sponsored by Treksta
Dolby Audio Award

Norway, 2012, 46 minutes
Filmmakers: Inge Wegge and Anne Bergseng
Website: www.facebook.com/nordforsola
Classification: General, coarse language

Inge Wegge (25) and Jørn Ranum (22) spent nine months of cold, Norwegian winter in the isolated and uninhabited bay of a remote, arctic island by the coast of Northern-Norway, facing nothing but the vast Atlantic Ocean. There they built a cabin out of driftwood and other cast-off materials that washed up on shore, and ate expired food the stores would otherwise have thrown away. But the boys brought with them two items of utmost importance: Their surfboards - perhaps their biggest motivation for the arctic adventure. Because the remote bay holds a well kept secret; Some of the worlds finest surfing waves.. 




O primeiro filme teve a duração de 46 minutos e mostrou uma aventura de dois jovens noruegueses que se deslocaram para uma praia numa ilha ao largo Noruega. Gostei bastante do filme e fiquei impressionado com a força de vontade destes jovens, com as paisagens lindas e as privações que fizeram em prol da sua aventura.





35

Best Short Mountain Film ‐ Sponsored by The North Face

USA, 2013, 5 minutes
Filmmakers: Nasa Koski, Austin Siadak, Matthe Van Biene, Fitz Cahall
Classification: General, coarse language
Every year we get a little older. How you choose to celebrate is up to you. Take the birthday challenge. Writer Brendan Leonard delivers a dedication to the joys – both big and small – of the climbing life. What are your 35?





Esta curta metragem, de 5 minutos, retrata o 35 aniversário de um escritor de aventuras. Pretende inspirar e motivar os outros para aproveitarem a vida numa actividade que gostem, no caso dele a escalada. Gostei da mensagem passada pelo o filme e senti-me inspirado a perseguir os meus sonhos. Podem ver aqui o filme. 





SPICE GIRL

USA, 2013, 24 minutes
Filmmakers: Josh Lowell, Alex Lowther, Peter Mortimer, Nick Rosen
Classification: Parental Guidance; coarse language
The film describes Hazel’s ascent to the top of Peak Gritstone climbing with her peer Emily Harrington and her father, both climbers.  She’s now 23 and has a remarkable number of ticks on her list of ascents, with Once Upon a Time in the Southwest amongst them, rendering her the first British woman to climb an E9.  Despite this outstanding accolade, Hazel remains both largely unknown to those outside the hardcore climbing community and also remarkably placid in the face of increasing media exposure.The film is a heartwarming introduction to the nature and core of gritstone climbing and the life of a climber – including the downs and the ups.  It documents her ascent of Once upon a Time and really shows what it takes to climb that hard in terms of determination and commitment.  The thing I loved most that she is so strong and just goes out there and climbs amazingly difficult routes, but there is no song and dance.  She works hard at it and doesn’t give up.  Her dad also calls her Hammie on screen, which is quite endearing.








Este filme, de 26 minutos, retrata a vida de uma bela jovem inglesa que desafia o mundo, maioritariamente masculino, da escalada. Vemos a jovem Hazel conseguir escalar dificílima e assustadora parede vertical britânica chamada E9. Temos mais alguns minutos de entrevista com o pai de Hazel e a própria Hazel em discurso directo. A parte mais interessante tem lugar em Marrocos, onde ela e uma amiga, Emily Harrington, enfrentam o maior desafio da vida delas, escalar Babel, uma parede de escalada no Atlas, com 800 metros de altura. Começaram a escalar ainda de madrugada e 23h depois atingiram o topo! Gostei bastante do filme na medida em que demonstra que com muita determinação, vontade e trabalho atingimos os nossos objectivos.






O intervalo surgiu após este filme. Durou cerca de 20 a 30 minutos.


THE LAST GREAT CLIMB (SPECIAL EDIT)

Best Film – Climbing – Sponsored by the Alpine Club of Canada

UK, 2013, 26 minutes
Filmmakers: Alastair Lee
Website: www.thelastgreatclimb.com
Classification: General, no advisory
Are rock stars Leo Houlding, Sean “Stanley” Leary, and Jason Pickles up to their old tricks again? Maybe so, but they've brought along a few new friends and hopes of a bold new line on a remote spire in Queen Maud Land, Antarctica. They’re going big again ‐ the majestic unclimbed Ulvetanna Peak is their goal this time. But they're in the middle of nowhere, miserably cold, a bit delirious. Hopefully it's nothing a little adrenaline can't cure.


Mais um fantástico filme, com paisagens deslumbrantes e uma palete de cores indescritível. Como se pode perceber este foi um dos meus filmes favoritos do festival. Este filme retrata a aventura fantástica que Leo Houlding, Sean “Stanley” Leary, and Jason Pickles tiveram ao enfrentarem um pico na Antárctica que nunca fora escalado. Vemos as enormes dificuldades que tiveram, inclusive fazer escalada livre de um troço quase horizontal.

DUBAI – A SKIER'S JOURNEY

Canada, 2012, 10 minutes
Filmmakers: Jordan Manley and Danny Irvine
Classification: General, no advisory

In the midst of a city dizzy with ambition, a dedicated community of desert-dwellers embraces the local ski hill.


Esta curta metragem de 10 minutos, apresenta vários praticantes de ski radicados no Dubai que praticam ski na pista indoor de ski do Dubail, falando um pouco sobre eles. Achei que esta curta metragem podia estar mais desenvolvida, por exemplo levar aqueles que nunca tiveram a oportunidade de fazer ski em outdoor e mostrar a sua alegria, as suas dificuldades no mundo real.



SENSORY OVERLOAD

USA, 2013, 8 minutes
Filmmakers: Robert Raker, Raker Productions Inc
Classification: General, no advisory
Blind kayaker Erik Weihenmayer turns whitewater into a new form of braille.

Nesta curta metragem, de 8 minutos, fiquei espantado com a vontade e determinação de Erik Weihenmayer, um invisual de fazer todas as aventuras radicais possíveis apesar da sua limitação. Vemos Erik a fazer salto de pára-quedas em queda livre, a escalar montanhas entre outras aventuras. Mas a sua paixão surge com o caiaque em águas bravas, imaginem a aventura que não deve ser para um invisual...


FLOW: THE ELEMENTS OF FREERIDE

USA, 2013, 3 minutes
Filmmakers: Oly Mingo
Classification: General, no advisory
Follow Geophysicist Rex Flake on a high-adrenaline mountain bike ride through the Cascade Mountains as he identifies the flora, fauna, and geology of this cinematic region. Uniquely edited without the typical hard core soundtrack, Flow uses creative graphics and sound design to bring the viewer uncomfortably close to the action.


Esta curta metragem de 3 minutos, foi a minha favorita. Nela aparece um geofísico Rex Flake a descer vertiginosamente uma montanha em BTT identificando a fauna e flora, num trabalho de edição fantástico, que vai surgindo ao longo da descida. No final da descida arruma e bicicleta e saca uma lata de cerveja e começa a bebê-la.



KEEPER OF THE MOUNTAINS (SPECIAL EDIT)

Special Jury Mention

USA, 2013, 16 minutes
Filmmakers: Allison Otto, Scott McElroy
Website: www.smalldogonthego.com
Classification: General, no advisory
Elizabeth Hawley bucked the conventions of her time by settling alone in Kathmandu in 1960, where she began chronicling Himalayan expeditions for The Himalayan Database. Even as she turns 90, she continues to update these records with rigorous accuracy and dedication.


Já tinha ficado curioso, quando li um livro do alpinista João Garcia, sobre esta senhora de 90 anos. Este filme traça uma pequena biografia de uma senhora de 90 anos chamada Elizabeth Hawley que ainda com esta idade, continua a compilar dados sobre todos os escaladores dos Himalaias.


INTO THE MIND (SPECIAL EDIT)

Canada, 2013, 12 minutes
Filmmakers: Dave Mossop, Eric Crosland, JP Auclair, Malcolm Sangster, Sherpas Cinema
Website: intothemindmovie.com
Classification: General, coarse language
Amazing skiing, stunning imagery, and fabulous music are showcased in this high-energy excerpt from the feature film. 





Este filme, de 12 minutos, apresenta uma poderosa e fantástica banda sonora aliada a descidas vertiginosas de ski por colossais montanhas. Fiquei deslumbrado com o resultado final. 



Durante 2h30m fiquei deslumbrado com os filmes que vi, o ambiente em redor deste festival, da própria sequência de eventos. Saldo final é excelente. 


Aqui fica o site para os interessados: http://www.pathfindertravels.se/banff-sverige/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Clubes de Corrida

Grande Lisboa e arredores 

Nike+ Run Club Lisboa

Treinos semanais cada quinta-feira às 20h na Nike Store Lisboa Chiado. 




Correr na Cidade  

Treinos semanais cada quinta-feira a começarem entre as 19h e as 20h30 com vários pontos de encontro.



A Hora do Esquilo

A hora do esquilo é um treino de amigos que se encontram todos os dias da semana às 6 da manhã, em Monsanto, para corrida livre.



Treinos Lunares 

Os treinos ocorrem nas marés vivas quando ocorrem com as Luas Novas e com as Luas Cheias, mais ou menos de quinze em quinze dias.  O local de partida é o final do pontão (Praia Nova) em direcção à Fonte da Telha, na Costa da Caparica às 20h30.



Correr Lisboa

Os treinos ocorrem todas as terças-feiras às 19h15 com partida no Estádio Universitário de Lisboa.

Site


Run4Fun

Grupo de corrida que correm no Parque das Nações 3ª e 5ª feiras pelas 19h30, Sábados e Domingos pelas 10h15 com o ponto de encontro no Passeio dos Heróis do Mar.
Outro ponto de encontro é em Belém, frente ao Restaurante Vela Latina 5ª feira às 20h00 e Sabádo às 20h. 



Prorunner

Treinos a começarem às 10h30? em frente à loja Prorunner todos os sábados de manhã.


Quartos Lunares 

Inspirados nos Treinos Lunares do Paulo Pires, estes realizam-se no quarto minguante e no crescente da Lua, às 20h30 em Covas de Ferro. 


Trail da Salmandra

Todas as quintas feiras em Sintra às 21h. 





Se conhecerem mais grupos e/ou grupos de corrida façam favor de dizer, que eu edito e coloco os que faltam. 

sábado, 9 de agosto de 2014

II Corrida dos Montes Saloios - 26 de Julho de 2014

Tive conhecimento desta prova em cima da hora e aproveitei para convidar o Miguel B. e o Paulo. Já tinha estado no III Trail dos Montes Saloios em Fevereiro, no dia da tempestade Stephanie. Sabia que a zona era quase toda a subir e a descer, portanto seria um bom desafio. Nessa manhã tinha estado num treino da loja ProRunner, fui num ritmo calmo para perfazer os 10km do treino. Fomos com algum tempo de antecedência para levantar os dorsais e comer algo antes da prova. No entanto verificámos que a minha inscrição não tinha sido efectuada... Deveu-se a um mal entendido, eu pensei que o Miguel nos tinha inscrito a todos, quando afinal ele tinha feito apenas duas inscrições. Felizmente pude inscrever-me localmente e participar na prova. Comentámos que a prova seria dura com bastantes subidas. Depois de me inscrever fomos até um café comer algo, como faltava algum tempo antes da partida, tivemos oportunidade de assistir a um torneio de futsal feminino que estava a decorrer no pavilhão. Cerca de 30 minutos antes do inicio da prova, fui equipar-me no carro, depois realizámos um pequeno aquecimento. Após o aquecimento colocámo-nos no meio do pelotão e lá arrancámos. 




Como sabia que era a descer logo ao inicio da prova, arranquei a todo gás para ganhar uns segundos preciosos e algumas posições. Só para terem a noção da descida inicial, fiz o 1 km a 3m49s! A descida terminou praticamente ao 2 km, este foi feito a 4m04s. Surgiu a primeira de várias subidas que tivemos que enfrentar, consegui manter-me com um bom ritmo e concluir o 3 km a 4m56s. Surge uma nova descida onde acelerei e terminando o 4 km em 3m50s. A partir deste 4 km e até ao final a prova começaria a subir, assim como os meus tempos ao km consecutivamente até ao final. Em duas situações, dois atletas passaram por mim e foram falando comigo e dando-me força não só verbalmente mas fisicamente já que correram ao meu lado durante alguns minutos. Tivemos o abastecimento liquido sensivelmente ao 6 km, pude despejar alguma água em cima da cabeça, pescoço e beber água. Foi feito também um controlo de tempo ao 6.7km, marquei 28m54s. 





Comecei a sentir alguns dificuldades, mas o apoio das populações locais deu-me alguma força anímica para continuar sem baixar muito mais o ritmo. Do 7 km até ao final foi sempre a subir e as dificuldades ainda apertaram mais quando no último km tivemos a subida mais acentuada de todas. Consegui ainda ultrapassar um atleta nessa subida porque reconheci o local e sabia que estávamos a terminar. 




Terminei a prova com um tempo oficial de 49m01s e tempo de chip de 48m53s. Terminei classificado em 40º em 111 atletas que terminaram a prova. No meu escalão de sénior masculino terminei num honroso 10º lugar! O meu ritmo médio foi de 4m32s. No final tivemos um buffet de fruta e água o que soube bastante bem para recuperar! O Paulo terminou a sua prova com 54m00 e o Miguel com 58m26s. Gostámos bastante da prova com toda a sua envolvência da população local, do percurso e o buffet de fruta no final. 






segunda-feira, 4 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Ultra Trail Monte da Lua - 19 de Julho de 2014

Oficialmente esta seria apenas a minha 2ª Ultra Maratona (Ultra Trail de Sesimbra e  Ultra Trail Monte da Lua), no entanto foi a minha 3ª, visto que os Trilhos do Almourol que tiveram 45km em vez de 42km.  Mais uma vez a dupla R&S (Rui e Sílvio) manteve-se junta até ao final da prova.  A partida para a prova foi na Praia das Maçãs, depois do levantamento dos dorsais aprontámos os últimos pormenores no equipamento e conhecer o Filipe Torres
Depois de um elemento da organização ter feito um briefing lá foi dado o sinal de partida, fomos com muita calma para não encher os pés de areia logo ao inicio. Evitámos um pequeno curso de água e começámos logo a subir a arriba. Durante alguns minutos apanhámos alguma chuva miudinha, mas nada que nos deixasse muito molhados. O tempo estava fresco o que era um grande trunfo para uma prova deste tipo.


Depois de cerca de 3 km chegámos até um pequeno ribeiro onde tivemos parados praticamente 5 minutos. Conseguimos evitar molhar os pés, mais uma vez e seguimos. Fomos entrando cada vez mais na mística e mágica Serra de Sintra, passando por bairros e ruelas muito engraçadas. Fomos sempre subindo pela serra a cima até ao 10 km. Nas subidas mais acentuados eu e o Rui seguíamos sempre a caminhar, para nos poupar para as parte mais difíceis e técnicas que estavam ainda para vir.  Depois do 10 km e até cerca do 12 km altura para descer um pouco na serra. Surge uma nova rampa que facilmente é ultrapassada para de seguida voltarmos a descer durante cerca de 2 km quase até ao abastecimento que estava situado praticamente me cima do 17 km. O abastecimento tinha banana, amendoins, batatas fritas, marmelada, tomate com sal e outros salgados para além de água e Coca Cola que nem cheguei a beber porque estava ainda dentro da viatura da organização. Já reabastecidos preparamo-nos para "atacar" uma subida em pedra extremamente íngreme com uma extensão de quase 2 km. Felizmente essa subida foi compensada com a visita à maravilhosa e linda Quinta da Regaleira




Como nunca tinha estado neste local parecia uma criança a abrir uma prenda no Natal! Fiquei maravilhado e com vontade de voltar lá para poder explorar e ver a quinta com mais calma e atenção. Tivemos a oportunidade de descer o Poço Iniciático e foi como se tivesse entrado noutra dimensão! Adorei! Já no final, nos túneis houve a necessidade de iluminar com a luz do telemóvel devido à escuridão total. Quando saímos tivemos a fantástica vista que uma imagem vale mais do que mil palavras. 





Fotos "surrupidadas" do blogue da Menina 

Depois de sairmos da Quinta da Regaleira parecia que estava completamente restabelecido sem cansaço algum. A ida à Quinta foi um dos pontos altos da prova. Passado mais ou menos 1 km "atacamos" o Castelo dos Mouros para tentar conquistar a colossal parede que o protegia, uma escalada dificílima com degraus à mistura e subida de pedras. Neste período comecei a transpirar imenso, o suor corria-me de fio da cabeça. Demorámos cerca de 10 minutos para conseguir chegar ao ponto mais alto, ainda que não tivéssemos chegado ao Castelo dos Mouros.  A prova passou depois numa propriedade privada com uma mansão linda, completamente abandonada e degradada, entre o 23km e 24km. O percurso seguia inclusive por dentro desta mansão. Seguimos tranquilamente por umas descidas fáceis e estradões compridos e largos até ao segundo abastecimento, na Lagoa Azul, que era apenas abastecimento de líquidos, ao 29km  Sentimos necessidade de comer algo, felizmente o Rui levava umas belas sandes de presunto com pão de cereais.  Mais uma vez a paisagem na Lagoa Azul era deslumbrante. A parte que se seguiu foi das mais difíceis que tivemos de enfrentar a subida do trilho das Pontes e a subida do Monge. Precisámos de 1 hora para fazer apenas 4 km! E muita mossa fizeram esses 4 km, que quando cheguei ao topo (437m em relação ao nível do mar) estava exausto e sem fôlego. Consegui distrair-me um pouco com a paisagem no trilho das Pontes, mas quando cheguei à parte do Monge fui-me abaixo a nível psicológico devido à dureza da subida. Seguimos a rolar devagar até ao terceiro abastecimento, sólido desta vez que se situava na fonte das Pedras Irmãs. Neste período começou a chover, o que até foi bom, para arrefecer o corpo e ficar com um novo estado de espírito. Voltei a comer tomate com sal, salgados e fruta e bebi água. Depois de uns minutos a comer, beber e conversar seguimos por uma zona muito bonita que e gostei bastante, uma zona a descer com árvores espaçadas mas que por cima cobriam o céu. Depois de um carrossel num constante sobe e desce (subimos mais do que descemos) chegámos até Anta de Andrenunes  um aglomerado de pedras. Nesta parte da prova saímos da floresta e a vegetação começou a ser mais rasteira. Fomos descendo gradualmente até à Azóia, esta parte do percurso reconheci-o devido ao GP Fim da Europa . Começámos a descer até ao mar, a descida e posterior subida desta arriba até ao farol foram MASSACRANTES! O grau de dificuldade nesta parte foi muito elevado devido a:  inclinação, ser muito técnica com pedras soltas e rolantes, o calor tórrido que já se fazia sentir e nós em qualquer tipo de sombra. Depois do massacre, houve um senhor estrangeiro que perguntou ao Rui qual era a extensão da prova e ficou impressionado com a resposta, 53km! Chegámos finalmente ao 4º e ultimo abastecimento, liquido apenas. Aproveitei para entornar água pela cabeça a baixo porque estava cheio de calor e muito suado. Seguimos, já bastante cansados e quando apanhámos o carrossel triplo foi o "fim da picada". Tivemos que subir e descer três vezes escarpas com subidas de meter respeito que faziam sombra às anteriores. Neste período comecei a ficar irritado e muitos nomes chamei à organização naquele período. Já quase nem conseguia correr. Nesta parte da prova, com a subida e descida constante das arribas vimos bombeiros que estavam apenas a treinar numa falésia e nem um único bombeiro, elemento da protecção civil ou da organização. Na minha opinião tinha que haver pelo menos uma ambulância ou um carro dos bombeiros devido à perigosidade desta parte da prova. Não contentes com o massacre das arribas a organização brinda-nos com areia! Eu detesto correr em areia! Ainda por cima com uma subida, na zona da praia da Adraga. Nesta parte da prova desisti de correr e limitei-me a caminhar. Quando chegámos à zona da Praia Grande senti-me um pouco melhor e lá fomos numa corrida lenta arrastando-nos com a paisagem a ser deslumbrante e nós sem pachorra para a admirar. Começámos a ver uma zona conhecida e começámos a correr para finalmente descermos a arriba que tivemos que escalar logo no inicio da prova. Mais uns metros de areia e finalmente a meta! Na meta estava o grande Luís Mota para nos aplaudir e cumprimentar, que terminou em 3º lugar com 5h28m. Esteve ali mais 3h para cumprimentar os atletas que chegaram! Terminámos a prova com 8h49m. Terminámos classificados em 86º (Rui) e 87º em 127 atletas que chegaram ao final. Depois de passarmos a linha de meta, colocaram-nos a medalha ao pescoço e fomos até uma tenda para reabastecermos. Passados uns minutos chegou a Menina, numa excelente prova que realizou! O video que se segue é da autoria do Rui em mais um excelente trabalho de filmagem e edição do mesmo.



Com o calor que se fez sentir decidimos ir dar um mergulho na praia e que bem que soube! Foi uma prova dura com passagens por pontos lindos! 

Pontos Negativos

  • Falta de elementos de segurança na parte mais critica e difícil da prova
  • Poucos abastecimentos 
  • Inscrição cara



Pontos Positivos

  • Excelentes marcações, provavelmente a melhor prova em termos de marcações que tive oportunidade de encontrar
  • Passagem na Quinta da Regaleira, Cabo da Roca, Lagoa Azul, Castelo dos Mouros
  • A mística e mágica Serra de Sintra 
O balanço da prova, que faço, é extremamente positivo. Obrigado Rui, pela companhia!



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Corrida Vencer o Cancro - 29 de Junho de 2014

Passados seis meses voltei às provas de estrada de 10km, a última tinha sido a corrida de S. Silvestre dos Olivais a 30 de Dezembro. Para esta prova tinha apenas dois objectivos: ajudar com o valor da minha inscrição para Luta Contra o Cancro e o melhor resultado possível. No dia anterior tinha estado na Serra d´Aire e Candeeiros com o Nicolau e o Luís num treino de 30km. Fiquei um pouco moído mas o que interessava era "meter" km nas pernas. Eu participei na corrida de 10km e a minha mulher na corrida mais curta. Encontrei logo uma ex-colega de trabalho e após alguns minutos à conversa lá se seu a partida. No 1 km arranquei logo forte, apesar de ser a subir até à rotunda do Marquês de Pombal, a 4m32s. 




O 2 km foi o mais lento de toda a prova, 4m56s, fruto não só de ser sempre a subir até à Praça do Saldanha mas provavelmente ter arrancado forte de mais logo ao inicio. Os km seguiram-se e fui mantendo um ritmo abaixo de 4m30s até ao 6km onde abrandei para tentar agarrar uma garrafa de água, que acabei por não conseguir. Felizmente já tinha surgido antes um abastecimento e não fez grande mossa a não ser no ritmo que trazia até aí.  O retorno foi feito no final do Campo Grande. Nos 7 km e 6 km em virtude de passar nos túneis da Avenida da República quebrei mais um pouco o ritmo, mesmo assim fui mantendo ritmos abaixo dos 4m45s. A partir do 8 km voltei a ter força para subir novamente o ritmo, aproveitando a inclinação em direcção à Praça do Saldanha e por começar a encontrar os atletas da prova curta inclusive a minha mulher que me deu ânimo. A partir do 9 km e até ao final foi sempre a aumentar o ritmo, o 9 km foi o mais rápido de toda a minha prova, 4m02s. Nos últimos 200m ultrapassei dois atletas que ia com alguma vantagem sobre mim. Podem ver a sequência da aproximação e a ultrapassagem aos atletas. 

















Cortei a linha de chegada com um tempo oficial de 48m29s e com um tempo de chip de 48m18s. 







Na classificação geral terminei em 35º em 305 atletas que chegaram ao fim. Na classificação por género subi alguns lugares e fiquei em 29º em 189 atletas que cortaram a linha da meta.
No meu registo conclui os 10 km ligeiramente a baixo dos 45min, com 44m53s. A prova teve praticamente 11km, com 10.8km de distância. O meu ritmo médio foi de 4m26s/km. Depois da terminar a prova ofereceram mais uns quantos brindes e aguardei pela minha mulher para voltarmos para casa. Gostei de prova, não só pela sua conotação de solidariedade para uma causa mui nobre mas por estar bem organizada com dois abastecimentos.